Sobre o Plano

O Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP) orienta a política estadual de trânsito para o período de 2025 a 2035. O documento foi elaborado de forma colaborativa entre Estado, municípios e sociedade civil. Ele alinha São Paulo às metas globais da ONU e ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

Premissas do plano

O plano se baseia nos conceitos de Visão Zero e Sistema Seguro. Ele parte do entendimento de que nenhuma morte no trânsito é aceitável. Embora o erro humano seja inevitável, o sistema de trânsito deve ser planejado para evitar que esses erros resultem em mortes.

Metas principais

  • Reduzir em 50% as mortes no trânsito no estado até 2030;
  • Preservar cerca de 19 mil vidas no período;
  • Consolidar a segurança viária como uma política de Estado contínua e integrada.
Confira a documentação do Plano

Sistema Seguro e Visão Zero

E se nenhuma morte no trânsito fosse aceitável?

Por muito tempo, enxergamos colisões e atropelamentos como “acidentes” inevitáveis. Hoje, sabemos que essas tragédias podem ser evitadas.

Duas ideias orientam essa mudança: Visão Zero, que estabelece a meta de nenhuma morte ou lesão grave no trânsito, e o Sistema Seguro, que reconhece que pessoas erram, mas defende um sistema projetado para que esses erros não custem vidas.

Essa abordagem guia o Plano de Segurança Viária de São Paulo, que torna a segurança viária um compromisso permanente do Estado. Na prática, isso significa ruas mais seguras para todos, veículos modernos, fiscalização eficiente e educação contínua.

O objetivo é claro: usar dados e ações coordenadas para reduzir vítimas no trânsito e consolidar a segurança como prioridade máxima em São Paulo.

Princípios do Sistema Seguro

Nenhuma morte no trânsito é aceitável

Toda morte ou lesão grave revelam falhas no sistema. Ruas, veículos e leis devem nos proteger as pessoas, mesmo diante de erros.

A responsabilidade é compartilhada

A segurança é dever de todos: governos, engenheiros, motoristas, ciclistas e pedestres. Cada um tem papel no sistema.

Os seres humanos cometem erros

Erros são inevitáveis. Ruas, veículos e leis precisam ser planejados para reduzir suas consequências e evitar tragédias.

A gestão da segurança no trânsito é integrada

Um trânsito seguro depende da integração entre saúde, transporte e educação, com decisões baseadas em dados e evidências.

Os seres humanos são vulneráveis

O corpo humano tem limites. Veículos devem respeitar essa condição, sobretudo em relação a pedestres e ciclistas.

O sistema é resiliente a falhas

A segurança é feita em camadas: ruas, veículos, leis, fiscalização e educação. Se uma falha, as demais evitam mortes e lesões graves.

Compromisso

Décadas de Ação 2021-2030 e Pnatrans

O PSV-SP está alinhado à Segunda Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU, que reúne governos e organizações de todo o mundo para reduzir pela metade as mortes e lesões no trânsito até 2030.

Também segue o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que adapta esse compromisso global para a realidade brasileira e orienta estados e municípios na adoção de medidas efetivas.

Esse alinhamento fortalece a cooperação entre instituições, orienta investimentos e políticas públicas, consolida a preservação da vida como prioridade e reafirma o compromisso do Estado de São Paulo em transformar esse desafio internacional em ações concretas para salvar vidas.

Evolução dos óbitos nos municípios entre 2021 e 2024

Fonte: Infosiga (dados abertos - maio/2025)

Panorama do estado de São Paulo

As diretrizes deste Plano se baseiam em uma análise criteriosa de dados. Para compreender a dinâmica dos sinistros de trânsito no estado, foram utilizados os registros do Infosiga, sistema que reúne informações da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal. Esses dados são complementados por bases do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do IBGE e do Sistema Único de Saúde (SUS).

A análise dos registros mais recentes aponta tendência de aumento nas mortes no trânsito em São Paulo. O mapa mostra essa evolução entre 2021 e 2024: embora algumas regiões tenham apresentado estabilidade ou redução, a maioria registrou crescimento. Esse cenário reforça a urgência de fortalecer as políticas de segurança viária em todo o estado, com atenção especial aos grandes centros urbanos, onde se concentra o maior número de fatalidades.

Estimativa de vidas salvas

As análises permitem traçar um panorama da situação atual e apontar caminhos para avançar. O gráfico apresenta dois cenários até 2030:

  • Na tendência do cenário atual, a taxa de mortalidade voltaria a crescer, chegando a 16,5 óbitos por 100 mil habitantes.
  • Com a implementação do PSV-SP, em consonância com o Pnatrans e a Década de Ação da ONU, projeta-se redução contínua.

A meta central do PSV-SP é reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030. Esse resultado pode representar a preservação estimada de cerca de 19 mil vidas no período, gerando impacto direto na saúde pública e na qualidade de vida da população do Estado.

Taxa de óbitos por 100 mil habitantes por ano – real, projetada a partir do cenário atual e da meta.

Fonte: Óbitos do Infosiga (conforme publicação dos dados abertos de maio de 2025); População do IBGE – Estimativas para o TCU (2025).

A Estrutura do Plano: dos Princípios à Ação

O PSV-SP organiza a atuação do Estado em oito eixos estratégicos, que funcionam como camadas de proteção do Sistema Seguro.

Cada eixo tem objetivos definidos e um conjunto de ações com responsáveis e prazos, o que garante a implementação do plano. As ações envolvem infraestrutura viária, gestão da velocidade, educação, fiscalização e atendimento às vítimas.

Essa estrutura integrada assegura que a segurança viária seja tratada como uma política de Estado contínua e articulada.

Eixos estratégicos

Gestão da segurança viária

Definir responsáveis e acompanhar resultados de forma contínua. União entre Estado e municípios para ações que salvem vidas.

Gestão da informação

Unificar e qualificar dados sobre sinistros para identificar locais e comportamentos de risco, direcionar investimentos e avaliar resultados.

Vias seguras

Planejar ruas que reduzam a velocidade naturalmente, com travessias seguras, calçadas acessíveis e ciclovias em todo o Estado.

Educação

Inserir o tema no currículo escolar, capacitar gestores e profissionais e reforçar padrões de formação de condutores para valorizar a vida.

Comunicação

Conectar políticas ao cidadão por meio de campanhas, dados e linguagem padronizada. Mostrar que mortes são evitáveis.

Fiscalização

Combater comportamentos de risco como excesso de velocidade, álcool e celular ao volante. Com tecnologia, tornar a fiscalização mais eficiente.

Veículos seguros

Incentivar frotas mais seguras, inspeções e atenção especial às motocicletas para proteger usuários.

Atendimento às vítimas

Fortalecer a rede de atendimento, garantindo resgate rápido, reabilitação e cuidados estruturados que reduzam sofrimentos.

Construção do Plano

O PSV-SP é resultado de um processo amplo de construção colaborativa e democrática.

Etapas da elaboração

  1. Oficinas técnicas
    Envolveram mais de 220 especialistas de 27 instituições e órgãos do SISTRAN-SP.
  2. Engajamento
    Reuniões com representantes de mais de 300 municípios paulistas e oficinas com jovens.
  3. Consulta pública
    O documento recebeu 692 contribuições de profissionais, gestores e cidadãos. Todas foram analisadas e consideradas na versão final.

Esse percurso garante legitimidade e consistência técnica ao plano, consolidando uma visão compartilhada para 2035.

Documentos

Confira aqui dos documentos oficiais relacionados ao PSV-SP.

Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo